sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Pressionado, Temer agora quer tirar Geddel do governo

© Ueslei Marcelino / Reuters
Em depoimento à Polícia Federal, Calero disse que Temer o chamou ao Palácio do Planalto e determinou que ele “construísse uma saída” para o caso de Geddel

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou o atual presidente Michel Temer de também pressioná-lo a liberar as obras do prédio La Vue, na ladeira da Barra, uma das áreas mais valorizadas de Salvador, embargadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o jornal O Globo, em depoimento à Polícia Federal, Calero disse que Temer o chamou ao Palácio do Planalto e determinou que ele “construísse uma saída” porque a decisão do Iphan teria criado “dificuldades operacionais” no gabinete dele, especialmente com o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Segundo o blog do jornalista Jorge Bastos Moreno, também do jornal O Globo, amigos de Geddel, após conversarem com Temer na quinta, aconselharam o ministro a pedir demissão, alegando que sua situação tornou-se insustentável, principalmente depois que Calero o denunciou à PF. "Não tenho motivo nenhum para pedir demissão", teria dito o ministro.

A partir das declarações do ex-ministro, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito contra Geddel. O STF já repassou o pedido da polícia ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem cabe dar parecer sobre o assunto. A tendência é que Janot peça abertura de inquérito.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Deputados articulam derrubar pacote anticorrupção no plenário

O novo texto que se tentará votar nesta quinta deverá incluir a anistia à prática do caixa dois nas campanhas eleitorais e a previsão de punir magistrados e integrantes do MPF por crime de responsabilidade

SÃO PAULO - A aprovação do pacote de medidas contra a corrupção defendidas pelo Ministério Público Federal na comissão especial da Câmara ainda não acabou com os planos de deputados para tentar derrubar o texto do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Conforme conta reportagem publicada na edição do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira (24), líderes de praticamente todos os partidos, com exceção de Rede e PSOL, vão tentar derrubar o relatório atual para aprovar um projeto substitutivo no plenário da casa.

O novo texto que se tentará votar nesta quinta deverá incluir a anistia à prática do caixa dois nas campanhas eleitorais e a previsão de punir magistrados e integrantes do MPF por crime de responsabilidade -- pontos que acabaram excluídos do relatório de Lorenzoni. A justificativa usada por políticos para um texto que agrade mais aos seus interesses seria que o relator teria descumprido o acordo com líderes por colocar para votar texto diferente ao que foi acertado com as bancadas.

Câmara recua e adia votação da anistia ao caixa 2

POLÍTICA
Por NOVOSEGUNDO em 24/11/2016

Pela segunda vez no ano fracassou nesta quinta-feira (24) a tentativa da Câmara dos Deputados de aprovar uma alteração na legislação para anistiar o caixa dois eleitoral, tema de alto interesse dos políticos alvos da Operação Lava Jato.

Assim como na primeira vez, as articulações envolveram o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líderes de alguns dos principais partidos, de esquerda e de direita, e foram feitas quase que exclusivamente a portas fechadas.

A anistia seria inserida no pacote de medidas contra a corrupção apresentado pelo Ministério Público em março. Com a falta de consenso e a polêmica. não há prazo para que os temas sejam votados no plenário.

O pacote foi aprovado em confusa sessão da comissão especial no final da noite desta quarta (23).

Conteúdo Folha de S. Paulo

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Julgamento de Lula é o mais esperado do século na América Latina, diz Financial Times

De acordo com o Financial Times, o julgamento será o ápice de mais de dois anos de investigações sobre o maior esquema de corrupção do Brasil

SÃO PAULO - Após o início das audiências para ouvir as testemunhas no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de ontem, o jornal britânico Financial Times publicou uma matéria nesta terça-feira (22) em que destaca o que seria o "julgamento do século" na América Latina.

O texto afirma que após o tumultuado ano marcado pelo processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, os brasileiros estão se preparando para o que promete ser o julgamento do século da América Latina. Um veredicto de culpabilidade contra o líder do PT, poderia desencadear protestos políticos em um momento em que o novo governo do ex-vice-presidente, Michel Temer, está tentando restaurar a confiança através de reformas fiscais severas, analisa o jornal.

De acordo com o Financial Times, o julgamento será o ápice de mais de dois anos de investigações sobre o maior esquema de corrupção do Brasil, um escândalo de suborno na estatal Petrobras.

"O julgamento vai questionar o legado de um homem cujos apoiadores o consideram um herói por reduzir a pobreza durante seus oito anos no poder entre 2003 e 2010, mas que, de acordo com os críticos, se trata de um populista que usou dinheiro público e ajudou a inaugurar a pior recessão do Brasil em um século", diz o jornal.

A matéria ainda destaca um trecho da entrevista que Temer concedeu ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na semana passada, mostrando que a prisão de Lula seria um problema para ele também. "Imagine a mera ideia de que Lula poderia ir para a prisão? Ele é um ex-presidente, ele foi presidente duas vezes. Que isso pode causar problemas, não tenho dúvidas ", disse o presidente na ocasião.

Novo relatório anticorrupção criminaliza eleitor que vender voto

© Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Texto final apresenta uma redução no número de medidas de 17 para 12; relatório será votado nesta quarta-feira (23)

Após mais de 6 horas, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou a sua terceira versão do relatório do Projeto de Lei 4.850/16, que trata das chamadas medidas de combate à corrupção. O novo relatório reduz as propostas de 17 para 12. O texto foi fechado depois de Lorenzoni ter ouvidos as sugestões de diversas bancadas partidárias, que pressionaram por mudanças, e de ter se reunido com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“É um momento complexo que estamos enfrentando com um tema que todos reconhecem que é difícil. Desde a sua compreensão até a construção de um entendimento que nos permita responder à sociedade brasileira”, disse. “Fizemos a separação dos assuntos que são comuns e que serão trabalhados nesse projetos de lei e daqueles que não vamos trabalhar”.

De acordo com o presidente do colegiado, Joaquim Passarinho, os deputados começaram ontem (22) a discutir o texto, encerraram a sessão por volta das 23h40 e a intenção é que ele seja votado hoje (23). Para tanto, Passarinho convocou nova reunião, marcada para as 9h.

A nova versão do texto manteve no texto a responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa dois. De acordo com a proposta, passa a ser considerado crime de caixa dois arrecadar, receber, manter, movimentar, gastar ou utilizar valores, bens ou serviços estimáveis em dinheiro, paralelamente à contabilidade exigida pela legislação eleitoral, com pena de reclusão de dois a cinco anos, e multa.

As penas serão aplicadas em dobro se os recursos forem provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral. Incorre na mesma pena o doador de campanha. O relator manteve também o escalonamento de penas de acordo com os valores desviados e o fim da prescrição retroativa das ações penais.

O texto também traz novidades, como a criminalização do eleitor que vender seu voto, com pena de até quatro anos de prisão.

  Exclusões

Foi mantida a exclusão do texto da previsão de crime de responsabilidade para juízes e promotores, um dos principais pontos de pressão dos deputados que queriam que a medida, excluída por Lorenzoni após reunião com integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato, fosse reincorporada ao texto. Lorenzoni disse que vai encaminhar o tema para o presidente da Casa para que ele seja tratado como um projeto a parte. “Com a gente debatendo com os agentes públicos que serão alvos da nossa proposta legislativa, vamos equilibrar a discussão e ouvir com mais calma todos os envolvidos”, disse.

O deputado disse vai pedir celeridade na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 291/13, do Senado, que regulamenta o regime disciplinar da magistratura e do Ministério Público e que vai pedir que os órgãos do Judiciário e do Ministério Público encaminhem sugestões de projetos sobre o tema.

Também foram retiradas pontos do trecho que tratam do uso da prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado; propostas encaminhadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tratam da ação popular.

O ponto que diz respeito aos acordo de cooperação internacional também foi retirado, após pressão de integrantes da Polícia Federal, assim como em relação às equipes de cooperação internacional. “Mesmo com o acordo firmado, os líderes pediram ao longo do dia de hoje e dos últimos dias que tudo aquilo que excedesse as dez medidas fosse retirado”, justificou Lorenzoni.

Outra medida que foi retirada diz respeito a incorporação da decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a pena já possa ser cumprida após condenação em segunda instância.

Alterações

O relator também fez alterações no trecho do projeto que trata dos testes de integridade para funcionários públicos. Segundo Lorenzoni, com os ajustes, o teste permaneceu com efeitos administrativos. “A demissão não pode ocorrer com base apenas no teste. Tem que ser aplicado em 100% dos servidores ou agentes públicos, tem que ser primeiro treinados para depois ser integrados. Vai ser parte integrante da formação de funcionários públicos”, disse.

Lorenzoni manteve a criminalização do enriquecimento ilícito de funcionários públicos e a eliminação de barreiras para o confisco de bens de criminosos (por meio da chamada extinção de domínio e do confisco alargado).

Permanece no texto a previsão da criação e acesso a uma base de dados com informações de agentes públicos relativas à situação econômica ou financeira de pessoas físicas ou jurídicas pelo Tribunal de Contas da União com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União e o Ministério Público.

Lorenzoni disse que também manteve no texto a previsão do chamado acordo de culpa pelo qual, por vontade do réu, em acordo com o advogado é realizado um acordo reconhecendo a validade das acusações do inquérito policial. “Daí o réu pode fazer o ajuste com o Ministério Público, com a participação do advogado, e vai ao juiz para homologação”, disse Lorenzoni. “Isso tem que gerar, no mínimo, uma redução de um terço da pena. Além disso, algo em torno de 30% de todos os processos da área criminal terminarão na fase inicial e vai haver uma desobstrução da Justiça brasileira, reduzindo drasticamente”, disse. Com informações da Agência Brasil.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Quem fracassa no matrimônio não é estranho na Igreja, diz o Papa a bispos

Papa Francisco saudando um grupo de bispos.
Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
Por Walter Sánchez Silva

VATICANO, 21 Nov. 16 (ACI).- O Papa Francisco explicou que os bispos têm o dever de acolher e acompanhar as pessoas que vivem o fracasso conjugal e nunca devem considerá-los “estranhos ao Corpo de Cristo que é a Igreja”.

Assim o indicou o Santo Padre em seu discurso aos bispos reunidos no último dia 18 de novembro na Rota Romana, onde recebem um curso de formação sobre o novo processo de nulidade matrimonial que entrou em vigor em dezembro de 2015.

Em suas palavras aos bispos, em uma visita que inicialmente estava programada para o dia 19 novembro, o Papa ressaltou que o fim último de qualquer ação pastoral é a “salus animarum”, ou seja, a salvação das almas.

Nesta perspectiva, disse Francisco, “a Igreja caminha sempre, como mãe que acolhe e ama, sob o exemplo de Jesus, o Bom Samaritano”.

“A Igreja do Verbo Encarnado se ‘encarna’ nas vivências tristes e nos sofrimentos das pessoas, se inclina para os pobres, os distantes e para os que se consideram excluídos pela comunidade eclesial por causa do seu fracasso matrimonial”.

Entretanto, prosseguiu o Santo Padre, estes fiéis “permanecem incorporados a Cristo pelo batismo. Portanto, temos uma grande responsabilidade de usar o munus (dom), recebido de Jesus divino Pastor, médico e juiz das almas, de não os considerar nunca estranhos ao Corpo de Cristo que é a Igreja”.

“Somos chamados a não os excluir da nossa preocupação pastoral, mas a nos dedicarmos a eles e à sua situação irregular e dolorosa com toda a solicitude e caridade”, exortou.

Depois de ressaltar que a missão do bispo também se orienta nesse sentido, o Papa Francisco explicou que é importante e necessário “eliminar com determinação qualquer impedimento de carácter mundano, que torna difícil a um grande número de fiéis o acesso aos tribunais eclesiásticos. Questões de natureza econômica e organizacional não podem ser um obstáculo para a verificação canônica da validade de um matrimônio”.

“Na óptica de um relacionamento sadio entre justiça e caridade, a lei da Igreja não pode prescindir do princípio fundamental da salus animarum. Portanto, os tribunais eclesiásticos devem ser expressões palpáveis de um serviço diaconal do direito na proteção deste fim primário”, sublinhou.

Por isso, continuou o Pontífice, a salus animarum é a “palavra final do Código de Direito Canônico”, para que esteja “acima de tudo como a lei suprema e como o bem maior que excede o próprio direito, indicando assim o horizonte da misericórdia”.

Do mesmo modo, o Papa comentou que as perguntas que surgem da pastoral matrimonial “requerem respostas e procedimentos nem sempre fáceis. Tenho certeza de que estes dias de estudos os ajudarão a individualizar a aproximação mais oportuna às diversas problemáticas”.

De Cristo, o Bom Pastor, disse Francisco, “devemos aprender cada dia a sábia busca do unum necessarium (o único necessário): a salus animarum” que é “o bem supremo e se identifica com Deus mesmo, como disse São Gregório Nacianceno”.

“Confiem na assistência infalível do Espírito Santo, que conduz invisível, mas realmente a Igreja”.

“Rezemos a Ele para que vos ajude e ajude também o Sucessor de Pedro a responder, com disponibilidade e humildade, ao clamor de ajuda de tantos nossos irmãos e irmãs que precisam saber a verdade sobre o seu matrimônio e o caminho da sua vida”, concluiu.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Banco do Brasil divulga lista de agências fechadas na Bahia; veja relação

Foto: Wagner Neves / Panoramio

O Banco do Brasil divulgou a lista das agências que serão fechadas na Bahia.

 Salvador é o município que terá mais perdas, três: as agências do Pelourinho, do Salvador Shopping e na Petrobras.

Os demais a perder agências do BB são:

Antas,
Apora,
Barreiras (Rio de Ondas),
Biritinga,
Boninal,
Caem (Caem),
Candeal (Candeal),
Conceição da Feira (Conceição da Feira),
Conceição do Almeida (Conceição do Almeida),
Crisópolis (Crisopolis)
Feira de Santana (Av. Getúlio Vargas, Ibititá (Ibititá),
Iguai (Iguai),
Itapitanga (Itapitanga),
Juazeiro (Shopping Águas Center),
Lauro de Freitas (Vilas do Atlântico),
Lençóis (Lençóis),
Luís Eduardo Magalhães (Mimoso do Oeste),
Mata de São João (Costa do Sauípe),
Olindina,
Ribeira do Amparo,
São Felipe,
São Sebastião do Passé,
Sátiro Dias,
Serrolândia,
Tanquinho,
Teodoro Sampaio,
Uibaí e
Vitória da Conquista (Praça Barão Rio Branco).

O BB decidiu neste domingo (20) encerrar a atividade de 402 agências bancárias e transformar outras 379 em postos de atendimento.