segunda-feira, 22 de maio de 2017

Lula e Dilma receberam até US$ 150 milhões em propinas, afirma delação da JBS

Eduardo Bresciani - O Globo 

BRASÍLIA - Além do presidente Michel Temer e do presidente do PSDB, Aécio Neves, a delação da JBS envolve os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff , ministros da atual gestão e governadores de estado.

No caso dos ex-presidentes, o empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud relataram pagamentos em contas no exterior tanto para Lula quanto para Dilma. O saldo dessas contas em 2014 teria chegado a US$ 150 milhões. O ex-ministro Guido Mantega seria o intermediário dos pagamentos que eram devidos em razão de esquemas criminosos no BNDES e em fundos de pensão. Em 2010, por intermédio do ex-ministro Antonio Palocci teria sido feito outro repasse, de R$ 30 milhões, para a campanha de Dilma.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi acusado por Ricardo Saud. Segundo o relato, o peemedebista recebeu R$ 5 milhões pela atuação em uma Medida Provisória que disciplinava créditos de PIS/Cofins.

No caso dos ministros do governo Temer, Gilberto Kassab foi citado como beneficiário de propina por Wesley Batista, irmão de Joesley, e também pelo executivo Ricardo Saud. Em relação a Marcos Pereira, Joesley relatou aos investigadores ter pago propina em troca da aprovação de um empréstimo de R$ 2,7 bilhões para a JBS pela Caixa Econômica.

GOVERNADORES

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), é citado junto com seu antecessor André Puccinelli (PMDB) como beneficiário de pagamentos de R$ 150 milhões entre 2007 e 2016 como contrapartida a benefícios fiscais recebidos pelo grupo empresarial.

O governador mineiro Fernando Pimentel (PT-MG), foi acusado de receber R$ 3,6 milhões no período em que ocupou o ministério do Desenvolvimento na administração Dilma Rousseff.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD-RN), é acusado de ter recebido junto com seu filho, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) um pagamento de R$ 5 milhões em propina em troca da privatização da companhia de água e esgoto do estado.

No caso do governador catarinense, Raimundo Colombo (PSD-SC), a acusação é de pagamento de R$ 10 milhões em troca de favorecimento na licitação na companhia de água e esgoto do estado.

São citados como beneficiários os ex-governadores Cid Gomes (PDT-CE), que teria recebido R$ 20 milhões em troca de liberação de créditos de ICMS, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que teria recebido R$ 40 milhões em propina, e Silval Barbosa (PMDB-MT), que recebeu pagamentos em troca de benefícios fiscais à JBS.

SENADORES

Aparecem ainda na delação os senadores José Serra (PSDB-SP), tendo recebido R$ 20 milhões a pretexto de campanha, e Marta Suplicy (PMDB-SP), como beneficiária de R$ 1 milhão em 2010 e R$ 3 milhões em 2014.

Delator da Lava-Jato, Delcídio Amaral foi mencionado como sido beneficiário de propina de R$ 5 milhões em troca de uma concessão, fato que não consta de sua colaboração.

Há relatos ainda de pagamentos para o deputado João Bacelar (PR-BA) e para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

domingo, 21 de maio de 2017

"DIRETAS JÁ" PARA A CADEIA


Brasil 21.05.17

Lula tentou evitar o impeachment de Dilma em nome da "democracia". Não conseguiu.

Lula tentou frear a Lava Jato em nome da "estabilidade econômica". Não conseguiu.

Agora Lula tenta fugir para o Palácio do Planalto em nome das "diretas já".

Em relação a Lula, O Antagonista é a favor de "diretas já" para a cadeia.

OITO SEGREDOS DA JBS QUE PODEM IMPLODIR A REPÚBLICA


Por Felippe Hermes Felippe Hermes

Imagine a cena:

A maior operação de combate à corrupção da história do país está a uma semana de completar seu terceiro ano. Nesse meio tempo, operações das mais diversas colocaram em xeque algumas das maiores empresas do país, em especial aquelas que tiveram, ao longo dos últimos anos, fortes relações com o governo. Não mais que seis meses antes, o presidente da segunda maior delas foi levado para depor, acusado de corrupção.

Neste cenário de caos institucional, você, um presidente impopular, que já presenciou a queda de ao menos dois ministros e a prisão de um senador da república por conta de gravações de áudio, decide se encontrar para discutir o pagamento de propina em uma reunião secreta com este mesmo empresário, em pleno palácio de governo. Parece cena de filme, certo? Errado.

Convenhamos: se algo assim ocorresse em uma das suas séries ou filmes favoritos, sua primeira reação seria duvidar, achar forçado, irreal. Afinal, como pode uma mente ardilosa o suficiente para chegar ao posto mais alto da república tomar uma atitude tão estúpida? A resposta é simples: não pode, exceto se você achar que seus espectadores são mais estúpidos ainda. Funciona assim na TV e no cinema e, ao que parece, na política.

Compondo esta cena bizarra, o presidente da J&F, Joesley Batista (nenhuma relação com Eike Batista). Segunda maior empresa do país em faturamento, a J&F é o que, no mercado financeiro, se costuma chamar de joint-venture, um nome pomposo para designar a criação de uma empresa que une a experiência de dois grupos distintos, no caso, a velha Friboi da família Batista e a expertise dos políticos brasileiros em desviar recursos e favorecer empresas amigas.

Com este pequeno empurrão, a J&F cresceu e se tornou dona da maior processadora de carne do mundo, a JBS, da maior fábrica de papel e celulose do planeta, a Eldorado celulose, e de um dos maiores símbolos brasileiros, as Havaianas. Tudo isso turbinado com muito dinheiro saído do seu bolso.

Na prática, a empresa é um resultado direto de alguns dos maiores males do país nos últimos anos e, justamente por isso, sua queda, ou ao menos a de seus responsáveis, é um exemplo perfeito de como a república como conhecíamos pode desmoronar a qualquer momento.

A delação de Joesley e seu irmão, Wesley, já está encaminhada, mas antes de pegar a pipoca e se preparar para as cenas dos próximos capítulos, fizemos um resumão do que você precisa saber sobre a empresa e o que pode ser esclarecido pelos irmãos.

Leia na íntegra AQUI

terça-feira, 16 de maio de 2017

Lula é indiciado mais uma vez pela PF por suspeita de corrupção passiva

Caso envolve a compra de medidas provisórias que teria movimentado R$ 6 milhões

Após analisar novas provas colhidas com lobistas investigados na Operação Zelotes, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Lula, nesta segunda-feira (15), sob suspeita de corrupção passiva em esquema envolvendo a compra de medidas provisórias, que teria movimentado R$ 6 milhões, destinados ao PT. Além dele, outras 12 pessoas serão alvo de investigação do Ministério Público. PUB

“Cabe destacar o destino dos R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), que segundo o documento seria 'seis mi (para a campanha)', ou seja, o valor seria para abastecer campanha de Partido Político, provavelmente por meio de 'caixa 2', a exemplo do que foi muito observado e comprovado ao longo das investigações da 'Operação Lava Jato'”, diz o texto do relatório.

Os indícios que comprometem o petista são anotações de reuniões, trocas de e-mails e encontros de Lula com o lobista Mauro Marcondes, que começaram a partir de 2009, quando Lula era presidente.

Segundo informações do portal G1, o caso é sobre a edição da MP 471, a chamada MP do Refis, que estendeu a vigência de incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O incentivo seria extinto em 31 de março de 2010 , mas foi prorrogado até 31 de dezembro de 2015.

O ex-presidente nega as acusações. A assessoria dele alega que Lula não cometeu nenhum ato e ilícito e que isso faz parte do "lawfare", que "consiste na utilização da lei e dos procedimentos jurídicos como verdadeiras armas de guerra para a obtenção ou bloqueio de resultados políticos".

O ex-presidente Lula já é reu em ação penal da Zelotes acusado de beneficiar empresas entre 2013 e 2015, quando já tinha deixado a Presidência.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Odebrecht fará novas delações sobre Lula; novas informações sobre Atibaia e Taiguara já foram cedidas


O clima de pânico volta a pairar sobre o PT e seus líderes máximos, pois Emilio Odebrecht, seu filho Marcelo e o ex-dietor de relações instituticionais, Alexandrino Alencar, voltam a depor para a força-tarefa da Lava Jato, conforme a Folha. 

Os três foram convocados para dar mais detalhes em assuntos referentes a investigações envolvendo Lula. Emilio e Alexandrino viajaram a 15 dias para Curitiba para conversar com os procuradores. Marcelo segue na cadeia.

Eles foram dar mais detalhes sobre a reforma do sítio em Atibaia (SP). Eles também complementaram depoimentos feitos sobre a contratação pela Odebrecht da empresa Exergia Brasil, de Taiguara Rodrigues dos Antos, sobrinho da primeira mulher de Lula.

Marcelo contou que Lula criou a Exergia sem experiência na área de construção e somente para fazer uso de sua influência.

sábado, 13 de maio de 2017

Revista Veja expõe monstruosidade de Lula e Blogs petistas perdem o controle com a capa que cita “morte dupla”


12/05/2017
Blogs petistas perderam o controle com a mais recente capa da Veja, que cita a “morte dupla” de Marisa Letícia, a falecida esposa de Lula que ele próprio usou como escudo desde o velório.

Marisa morreu há três meses, e para quem não se lembra Lula fez um comício político no dia de seu velório, além de ter utilizado sua morte durante todo o tempo desde então. O caso mais recente ocorreu esta semana, quando Lula depôs para Sérgio Moro e culpou a falecida pelos seus atos, tais como a compra do triplex no Guarujá e o sítio em Atibaia.

A Veja, mesmo nas mãos do praticamente petista André Petry, fez uma capa criticando o uso político da morte de Marisa, mas os blogs petistas surtaram. Brasil 247, por exemplo, fez uma nota cujo título diz que “Veja faz capa mais canalha de sua história”. No texto, só choradeira.

O Diário do Centro do Mundo, site ainda mais petista do que o Brasil 247, a choradeira foi maior. O texto intitulado “Já que Moro foi pífio em Curitiba, restou à mídia usar Marisa para transformar Lula no viúvo do mal”, assinado por Kiko Nogueira, vem com um monte de chavões e desculpas para proteger o ex-presidente, mas ignora de propósito que quem fez uso da morte de Marisa esse tempo todo foi seu próprio marido, o viúvo do mal.

É fato incontestável que Lula tenha jogado a culpa sobre seus atos em cima dos ombros do cadáver de sua mulher, com quem passou décadas de sua vida. Se os petistas quisessem mesmo se indignar, deveriam se indignar com ele.

DENÚNCIA ESPANTOSA CONTRA LULA E DILMA.


Jornal da Band: denúncia espantosa contra Lula e Dilma. Confira!

Por Equipe Juntos Pelo Brasil

O Jornal da Band colocou no ar uma reportagem espantosa. O empresário Auro Gorentzvaig, cuja família era sócia da Petrobras na refinaria Triunfo, no Rio Grande do Sul, denunciou que a estatal comprou uma petroquímica pelo triplo do preço e que Lula e Dilma sabiam da negociata. Mais: que Lula mantinha relações estreitas com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.

Corrupção

Auro Gorentzvaig afirma que a compra das refinarias Suzano, da família Pfeffer, e Ipiranga foram feitas por preços muito acima da avaliação do mercado, numa ação combinada entre a estatal e a Braskem, do grupo Odebrecht. No caso da Suzano, o preço na bolsa era de 1 bilhão e 292 milhões de reais, mas ela foi comprada por 2 bilhões e 700 milhões de reais — e a Petrobras ainda assumiu as dívidas no valor de 1 bilhão e 400 milhões de reais. No total, portanto, foram pagos 4 bilhões e 100 milhões de reais.

O empresário conta que tentou falar com Lula, então presidente da República, porque temia a incorporação da Triunfo pela Braskem, o que representava um desrespeito ao acordo de acionistas. Ele conseguiu a reunião em 26 de fevereiro de 2009, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, por intermédio de Luiz Marinho, atual prefeito de São Bernardo do Campo. De acordo com Auro Gorentzvaig, depois de dizer ao então presidente a República que a Justiça lhe dava razão e sugerir que se fizesse uma divisão de mercado com a empresa do Grupo Odebrecht, Lula colocou a mão na sua perna e afirmou: “Poder Judiciário não vale nada. O que vale são as relações entre as pessoas.” Operador de Lula

Na sua denúncia à Procuradoria-Geral da República, Auro Gorentzvaig disse que Paulo Roberto Costa era um operador de Lula e que Dilma Rousseff, na condição de presidente do Conselho de Administração da Petrobras, era uma executora do plano de Lula e da Odebrecht de concentrar o setor petroquímico. “Todas as determinações da Petrobras eram de Lula e Dilma Rousseff”, completou.

Ele foi orientado pela Procuradoria-Geral da República a fazer um relato por escrito e protocolar a denúncia junto ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao juiz Sergio Moro.

Braskem, Suzano, Lula e Planalto negaram tudo. Em 2009, a refinaria Triunfo acabaria sendo incorporada pela Petroquisa, braço da Petrobras que mantém sociedade com a Braskem. O descontentamento da família Gorentzvaig com a Petrobras vem de longe, desde a década de 80. Mas não significa necessariamente que Auro Gorentzvaig esteja mentindo.

Que se investigue.