Terminada a missão de Custódio Provincial, Frei Leão foi transferido de Salvador para Alagoinhas – BA, sendo vigário da comunidade e pároco da Paróquia de Santo Antônio de 1952 a 1962.
Em 1963, volta ao Convento da Piedade em Salvador, como diretor da Escola Gráfica Nossa Senhora de Loreto, cargo que exerceu até 1965.
Igreja e convento capuchinho de Esplanada - Bahia
Transferido para o convento de Esplanada, exerce as funções de pároco e de diretor da Escola Agrícola de 1966 a 1968. Em 1969, é transferido para fraternidade de Alagoinhas onde permaneceu pelo resto de sua vida, desempenhando uma missão muito importante nessa cidade, deixando pelo exemplo de vida e testemunho de fé, marcas inesquecíveis no coração das pessoas que o conheceram. Igreja São Francisco de Assis (capuchinhos) - Alagoinhas - Bahia
Chega a Alagoinhas com a nomeação de superior e ecônomo da fraternidade – missão exercida até 1971; continuou como Diretor Assistente da Ordem Franciscana Secular (OFS) e Vigário Paroquial; de 1978 a 1980, foi Vigário da Fraternidade; de 1981 a 1986, foi novamente Superior da fraternidade; de 1986 a 1987, foi Vigário Paroquial.
Frei Leão celebrando a Eucaristia
Somando os anos passados por Frei Leão em Alagoinhas, temos um total de 29 anos.
Quando foi superior a primeira vez, inaugurou o altar mor e os laterais da igreja de São Francisco, dando por concluías a obas daquele templo.
Durante toda sua permanência em Alagoinhas, ele soube conciliar o seu zelo de pastor que cuida a parte religiosa com o seu zelo pela parte social. Sua visão não era a de “salvar a alma” das pessoas, mas a pessoa toda – corpo e alma; matéria e espírito.
Quando foi pároco – a cidade toda era uma paróquia -, não havia água encanada na cidade; as pessoas pobres tinham dificuldades em conseguir água para o uso. Foi então que o pároco teve a iniciativa de construir um chafariz no bairro então denominado Favela (hoje, Santo Antônio).
Também, nem todos os alunos conseguiam matriculas nas escolas públicas, não havia escolas municipais. Logo, o Frei fundou as escolas paroquiais; a primeira funcionava em uma sala ao lado da sacristia da antiga igreja matriz; depois, fundou uma escola paroquial no referido bairro da Favela; deu continuidade ao Rosário da Caridade – instituição de caridade fundada por Frei Caetano de Altamira.
Foi obra sua o início da construção da nova igreja matriz de Santo Antônio, deixando quase concluída – hoje Catedral.
Deixando a função de pároco, não parou com as atividades sociais: Como Vigário Paroquial da Paróquia são Francisco de Assis e responsável pela comunidade de Alagoinhas Velha, organizou cursos profissionalizantes, como corte e costura, bordado, culinária e artesanato. Para esses cursos, contou com a ajuda de uma religiosa franciscana imaculatina, Irmã Laura, italiana; depois, fundou uma creche para crianças filhas de mães de baixa renda. Para expandir as atividades, fundou o Centro Comunitário de Alagoinhas Velha.
Lar Franciscano Emma Barbetti.
Frei Leão sempre se preocupou com os mais pobres e com os idosos abandonados. Como diretor assistente da Ordem Franciscana Secular (OFS), vendo entre elas muitas ancas desamparadas, penou em fundar uma instituição para abrigá-las na velhice. Com a ajuda da OFS e de pessoas amigas, adquiriu uma casa e aí começou a abrigar as franciscanas idosas desamparadas, dando o nome de Lar Franciscano. Como foi aparecendo a procura de abrigo por parte de outras idosas desamparadas que não eram franciscanas, surgiu a necessidade de ampliar as acomodações, construindo outro galpão no quintal da antiga casa. Por exigência das leis foi preciso legalizar essa instituição dando-lhe estatutos próprios. Assim nasceu legalmente o “Lar Franciscano Emma Barbetti”. Uma “sociedade civil, de fins filantrópicos, de caráter beneficente, educativo, cultural de assistência social, que tem por finalidade assistir à velhice em geral e, de modo especial, a velhice pobre e desamparada”. Sua fundação oficial data de 20 de setembro de 1971. O nome Emma Barbetti é em homenagem a uma italiana cunhada de Frei Leão que muito o ajudou na construção e manutenção da obra.
Não só a população alagoinhense em geral reconhecia o amor e dedicação do religioso a sua gente, mas também os poderes públicos. A Câmara Municipal de Vereadores de Alagoinhas concedeu ao Frei Leão o título de Cidadão Honorário de Alagoinhas, em reconhecimento do seu compromisso com a comunidade.
Frei Leão não dirigia automóvel. Suas andanças na cidade, pelos bairros e até zona rural eram feitas, de início, em bicicleta. Depois, deram-lhe de presente um motociclo denominado “motoneta”, um tipo de “mobilette”. Anos depois, deram-lhe uma motocicleta italiana tipo “Lambretta”. A “lambretta de Frei Leão” tornou-se popular em Alagoinhas.
O religioso querido de todos veio a falecer no Hospital São Rafael em Salvador no dia 24 de outubro de 1987. Sua morte foi causada por um acidente de trânsito, justamente no dia e no momento em que ele se deslocava do convento para a inauguração da creche, por ele fundada, no bairro de Alagoinhas Velha. Um carro que vinha saindo de uma rua transversal colidiu com sua “lambretta”. No choque, ele fraturou o fêmur. Sendo conduzido ao Hospital em Salvador, passou por uma intervenção cirúrgica bem sucedida; mas, dois dias depois, começou a passar mal, deixando os médicos preocupados com o seu estado, nada puderam fazer para evitar o óbito. Suas exéquias foram realizadas na igreja de São Francisco, em Alagoinhas.
Igreja de Santo Antônio - Alagoinhas Velha
Seu corpo foi sepultado no interior da Igreja de Santo Antônio em Alagoinhas Velha. Uma multidão imensa assistiu pesarosa as últimas homenagens prestadas a esse religioso que tanto amou e serviu a Alagoinhas. Faleceu aos 73 anos de idade e 50 de sacerdócio.
Um fiel servo de Deus. Um santo homem íntegro que dedicou sua vida pelos menos favorecidos. Deus o conserve em sua glória
ResponderExcluirFrei muito querido. Foi quem me batizou e também quem celebrou meu casamento.
ResponderExcluirMeu amigo querido aquele a quem devo muito a orientação espiritual desde criança. TodA a minha família tínhamos um carinho muito especial por este grande sacerdote e missionário.
ResponderExcluirUma grande perda para nossa religião, um grande exemplo de sacerdote e ser humano, muitas saudades, conheci desde quando me entendo por gente.
ResponderExcluirLembro de Frei Leão. Um amor de pessoa. Muito gentil com as crianças .
ResponderExcluirConvivi na minha infância e adolescencia!! Homem bom e franciscano que só pensava nos menos favorecidos.
ResponderExcluirIniciou a construção da Igreja Matriz do.padroeiro da cidade Santo António.
ResponderExcluirE um padre de muita fé trabalhou com os pobres e fiz uma uma caminhada de amor ajudando a quem precisam de ajuda e o amor de trabalho em Cristo no céu estar a sua alma é um anjo de candura amém
ResponderExcluirSaudosa e gratificante lembrança!
ResponderExcluirDeus seja louvado.
Parabéns Juciara pelo esse documentário tão importante para nós, católico franciscano, tive o cuidado de ler com muita atenção os bons momentos de caridade desse religioso.
ResponderExcluirDesde Argentina..nuestra fuerza y bendición a un ser tan amado por nuestros hermanos de Brasil..es el deseo de Osvaldo y Adriana...q .
ResponderExcluirGuardo, vivas lembranças do meu tempo de criança e adolescente, de comentarios feitos por meus pais, de momentos celebrados e vividos por Frei Leão, em Alagoinhas. Sempre se referiam a ele como santo homem da lambreta. "Trabalhador, amigo e homem de fé" . Muito querido e respeitado por todos, era exemplo citado a ser seguido. Deixou uma grande obra de fé e trabalho na nossa cidade. Deus o tem por perto!
ResponderExcluirFrei Leão, o Pai Serafico, eternamente lembrado por todos nós, homen da simplicidade da humildade só trabalhava em prol das pessoas humildes, se doava o tempo todo
ResponderExcluirPaz e Bem🙏Para todos os Religiosos e Religiosas ⛪️🍞🍇🕊🙏🙌💐
ResponderExcluirAhhhh como aprendi com ele , fui por três anos catequista de Alagoinhas Velhas sob sua orientação , mais tarde em parceria com ele e uma senhora fomos fazer catequese debaixo de uma mangueira no bairro do Jardim Petrolar ; qdo à urbanização por lar era escassa.
ResponderExcluirO conheci celebrando as missas na capela do Colégio Ss. Sacramento e eu como interna dessa instituição . Só GRATIDÃO por ti Frei Leão ! Saudades eternas🙏🙏🙏🙏😭
Frei Leão celebrou a Missa de 08 de Dezembro de 1958 na Igreja Matriz de Santo Antonio as 07 horas da Manhã na qual fiz a Primeira Comunhão preparada pela Professora Julinda Capinan quando cursava o segundo e o Terceiro Ano Primario na Escola 02 de Julho na Rua 15 de Novembro.Frei Leão construiu uma sala de aula no fundo da Igreja Matriz com o nome de Escola Paroquial de Alagoinhas que funcionava em dois turnos da primeira a quinta serie Primária e Admissão ao Ginásio Em.1959 fui estudar na referida Escola Paroquial de Alagoinhas cursando a Quarta Série
ResponderExcluirCom a Professora Jocelinda Fiscina e no ano seguinte a Quinta Série e Admissão ao Ginásio.Lembranças Inesquecíveis.
👏👏👏👏Parabéns pelo belo e rico documentário. Deus seja Louvado para sempre. Frei Leão, Gratidão! Descanse em paz.🕊️
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