segunda-feira, 20 de março de 2017

Grevistas por Profissão


Adiberto de Souza*

20/03/2017

Diferentes dos demais trabalhadores, que pararam na última quarta-feira para protestar contra a famigerada reforma da Previdência, os professores da rede pública decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. Dizem que só voltam ao trabalho quando o Executivo cumprir a lei do piso e conceder reajuste salarial à categoria. Quer dizer, vão permanecer parados pelo resto das vidas, pois o governo alega falta crônica de recursos para atendê-los.

Mesmo sabendo que não terão suas reivindicações atendidas, os professores optaram em abandonar as salas de aula, deixando milhares de alunos ao Deus dará, privados de educação e da merenda escolar que, para muitos, é a única refeição descente a que têm direito.

Com os filhos estudando em caros colégios particulares – onde a greve é proibida - a maioria dos professores está se lixando para quem precisa da escola pública. Até parece que detestam os alunos ou adotaram a greve como profissão de fé. Do contrário, não fariam mais esta paralisação sabendo, de antemão, que não serão atendidos em suas reivindicações. Uma lástima.

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* Adiberto de Souza
Jornalista há mais de 30 anos, Adiberto de Souza já atuou nos Jornais do Brasil (RJ), da Cidade, Manhã, de Sergipe, Cinform, A Tarde (BA), TV's Sergipe, Atalaia e Jornal, rádios Cultura, Atalaia e Jornal. É editor do site Destaque Notícias.

Fonte: http://www.infonet.com.br/blogs/adibertodesouza/

sábado, 18 de março de 2017

O Brasil depois do lulopetismo


Os 13 anos do PT no poder deixaram como herança a hecatombe ética, política e econômica. Agora, como se não fosse um dos responsáveis pela ruína do País, Lula veste o figurino de salvador da pátria e antecipa o lançamento de sua candidatura à Presidência em 2018. Seu real objetivo, no entanto, é intimidar as autoridades para evitar uma condenação.

A rua que dá acesso a um dos prédios da Justiça Federal em Brasília tinha policiamento reforçado e trânsito suspenso durante a manhã da terça-feira 14. Do lado de fora, um minúsculo grupo que não passava de 30 militantes petistas fazia sua tradicional arruaça, criticava a imprensa e gritava palavras de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descrito pelo Ministério Público Federal como o “comandante máximo” do esquema de corrupção da Lava Jato. Não se trata de um recurso meramente retórico. Antes de seu governo, é inegável que o chamado presidencialismo de coalizão já havia se corrompido. Seria ingenuidade dizer o contrário. Mas o lulopetismo inovou. Para pior. Muito pior. Estabeleceu um projeto estruturado de corrupção e poder. Graças a ele, o debate de idéias e propostas de interesse da sociedade perdeu totalmente a relevância. Em vez de discutir projetos e submetê-los à uma salutar e democrática disputa política no Congresso, o governo petista instituiu o mensalão. Como atalho para o alcance de vitórias no Legislativo, preferiu comprar o que chamava de 300 picaretas em vez de dobrá-los no argumento ou mesmo no voto. Depois, veio o Petrolão a dilacerar os cofres da Petrobras, e de outras estatais, com desvios destinados a irrigar campanhas de petistas e aliados por meio de um crime quase perfeito: a doação registrada oficialmente na Justiça Eleitoral. Os objetivos também foram sofisticados. Além da perpetuação no poder, a propina encheu cofres e dourou vaidades pessoais num inequívoco propósito de enriquecimento próprio, como se já não bastassem as vantagens políticas.
BANCO DOS RÉUS: Lula chega à Justiça de Brasília,
onde prestou o primeiro depoimento como réu,
por obstruir a Justiça


O que foi bom para o PT, foi ruim para o Brasil. O esquema criminoso que floresceu durante o lulopetismo é sem dúvida um dos principais responsáveis pela débâcle do sistema político, que a lista de Janot, divulgada na última semana, traz em seu bojo. Corrupção sempre existiu. Desde Cabral. Houve malfeitos em governos passados, seria pueril não reconhecer. Mas a hecatombe ética, política e econômica tem nome e sobrenome. O pai da institucionalização da corrupção como método é conhecido. Agora, com corpinho de 2018, Lula parece que vive em 1980, como se nada tivesse ocorrido de lá para cá. Como se os brasileiros tivessem deletado da memória o que ocorreu nos 13 anos de PT no poder, Lula nutre a vã expectativa de que surgirá impávido dos escombros da Lava Jato, que, pressupõe-se, devastará parte expressiva da classe política.

Apresenta-se como salvador da pátria, como aquele que construirá um novo castelo sobre as ruínas de um prédio que ele mesmo ajudou a implodir. Até mesmo a esquerda, hoje carente de propostas e lideranças, ele sufocou. O PT de Lula subjugou à sua influência os outros grandes partidos de esquerda, mantendo-os como satélites e impedindo o surgimento de novas lideranças políticas capazes de discutir o Brasil depois da lista de Janot. A Reforma da Previdência, hoje, é um exemplo disso. Legendas, mesmos as mais alinhadas ao ideário de esquerda, encontram dificuldades para apresentar propostas alternativas ao texto do governo.

A estratégia de antecipar a sua candidatura em 2018 é, acima de tudo, personalista. Foi ardilosamente pensada para pressionar a Justiça a não condená-lo, politizando o que deveria ser tratado somente no âmbito policial e judicial. No íntimo, Lula sabe que uma condenação em primeira instância é favas contadas. Concentra-se para evitar uma derrota na segunda instância, que o tornaria automaticamente um “ficha suja”, tirando-o do páreo eleitoral, mesmo que ele não vá para cadeia. Pelas suas contas, o julgamento derradeiro ocorreria entre abril e junho de 2018, período em que as candidaturas a presidente já estarão postas. Sobretudo a dele. Para não ser limado do processo, lançará mão de um discurso matreiro que já vem sendo embalado aos poucos. O de que irão condená-lo apenas para impedir sua candidatura, quando o que ocorre é exatamente o inverso. E não precisa ser um expert em política para enxergar: Lula antecipa o lançamento de seu nome à Presidência para evitar uma condenação.

Chama o ladrão Em três anos de Lava Jato, o PT foi alvo de várias operações da PF no combate à corrupção CHAMA O LADRÃO Em três anos de Lava Jato, o PT foi alvo de várias operações da PF no combate à corrupção

CHAMA O LADRÃO: Em três anos de Lava Jato,
o PT foi alvo de várias operações da PF
no combate à corrupção
ROTEIRO CONHECIDO

Na última semana, ao sentar-se no banco dos réus pela primeira vez, Lula cumpriu o script à risca. Em seu depoimento, o petista voltou a colocar em marcha sua tática de intimidação contra autoridades públicas. Em um dado momento, chegou a exortar a militância petista a processar quem acusasse o PT de constituir uma organização criminosa – fechando os olhos para as graves evidências de desvios de recursos de estatais que abasteceram não apenas os cofres da legenda mas também o bolso de ex-dirigentes partidários, como seu ex-braço direito e “capitão do time” José Dirceu. “Eu tô cansado de ver procurador dizer que não precisa de prova, que ele tem convicção. De juiz dizer que ‘não preciso de prova, eu tenho fé, vou votar com fé’. Eu quero provas, alguém tem que dizer qual é o crime que eu cometi, aonde que eu cometi. Chamar o PT de organização criminosa? Se dependesse de mim, cada deputado do PT, cada vereador do PT, cada militante abria um processo para quem disser qual é a quadrilha”, afirmou ao juiz Ricardo Leite.

Leia na íntegra aqui


Fonte: http://istoe.com.br/

CARNE FRACA E PODRE TEM NOME: FRIBOI !!!



Queiram ou não, a carne podre tornou-se o assunto do momento. Chegou minha vez em ajudar a destruir esse monopólio e sacanagem dessa FRIBOI, empresa de bandidos. Acho mesmo que o Tony Ramos deveria responder criminalmente pelo que pregou diante de milhões de brasileiros: "Carne confiável tem nome; FRIBOI" .

Diante de tantas maracutaias com a carne bovina brasileira, todos nós, somos obrigados a admitir, que fizemos os gringos comerem carne podre e ainda misturada com papelão por um bom tempo.

Aqui pra nós, é deprimente termos que carregar mais esse estigma, essa culpa e sujeira sobre os ombros. Já não chega sermos conhecidos como o país da corrupção, dos roubos generalizados, dos políticos mais corruptos e ladrões do planeta, e o pior, onde a maior corte do judiciário se corrompeu e é conivente com as falcatruas desses quadrilheiros?

Fico aqui imaginando, qual a parte de responsabilidade que cabe aos sanguessugas Roberto Carlos e Tony Ramos quando resolveram entrar no quinhão da "Carne Fraca", e receberem mais de 5 milhões pra mentirem descaradamente ajudando o povo a consumir essa porcaria da FRIBOI, que é o mesmo frigorífico JBS e BRF.

O mais interessante entretanto, é o Tony Global dizer que ficou surpreso com a operação da PF. Será que a carne que ele come também estaria contaminada, misturada com papelão ou é diferente porque é da casa? Será?

sexta-feira, 17 de março de 2017

Cabeça de porco, carne podre, salmonela, papelão…

Foto: PF

Veja o que a Operação Carne Fraca encontrou nos maiores frigoríficos do País 

A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 17, revelou uma série de artimanhas de frigoríficos para ‘encorpar’ os produtos que levavam ao mercado para consumo público. Na lista dos ‘ingredientes’ usados estão cabeça de porco, a substância cancerígena ácido ascórbico, papelão e aditivos.

VEJA O QUE A OPERAÇÃO ENCONTROU:

CARNE PODRE

Uma médica veterinária, responsável técnica pelo controle de qualidade do frigorífico Peccin, em 2014, relatou aos investigadores que o fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tarcísio Almeida de Freitas ‘era o responsável por receber e fiscalizar os insumos comprados pela empresa, sendo que sempre constava em seus relatórios que o procedimento estava dentro da legalidade, quando na verdade não estava’. A testemunha disse que eram usados ‘outros produtos mais baratos para substituir a carne na fabricação dos produtos agropecuários’, relatou a utilização de carne mecanicamente separada (CMS) na fabricação dos produtos, no lugar da carne regular.

“Esclarecendo que sequer chegou a existir a entrada real de carne na empresa, exceto os carregamentos de carne estragada que presenciou a empresa receber”, declarou.

Segundo a testemunha, a Peccin também comprava notas fiscais falsas de produtos com SIF (Serviço de Inspeção Federal) para justificar as compras de carne podre, e usava ácido ascórbico para maquiar as carnes estragadas.

SUBSTÂNCIA CANCERÍGENA

A investigação destaca que uma auxiliar de inspeção da Peccin, entre agosto de 2013 e setembro de 2014, ‘atestou a existência de diversas irregularidades na empresa, como a utilização de quantidades de carne muito menor do que a necessária na produção de seus produtos, complementados com outras substâncias, a utilização de carnes estragadas na composição de salsichas e linguiças, a ‘maquiagem’ de carnes estragadas com a substância cancerígena ácido ascórbico, carnes sem rotulagem e sem refrigeração, além da falsificação de notas de compra de carne’.

CARNE DE PORCO

A Carne Fraca capturou uma conversa entre os sócios Idair e Nair Piccin em 8 de março de 2016 ‘acerca da utilização de carne de cabeça de porco, sabidamente proibida, na composição de embutidos’.

“Mesmo cientes da proibição de utilização de carne de cabeça na linguiça, Idair ordena que sejam comprados 2.000 quilos do produto para a fabricação de linguiças”, destaca a investigação.

REEMBALAGEM DE PRODUTO

O fiscal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira, servidor federal que relatou à Polícia Federal a ocorrência de cobrança de propinas por agentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e fraudes como uso de carne apodrecida por frigoríficos, afirmou em depoimento que funcionários da empresa BRF S.A. lhe informaram sobre irregularidades na empresa. Segundo a investigação, o fiscal Antonio Carlos Prestes descobriu ‘a venda irregular de produtos alimentícios (absorção de água em frango superior ao índice permitido e reembalagem de produtos inadequados para a venda, ocorrida em 22 de novembro de 2015)’.

CARNE VENCIDA

Grampo da Polícia Federal flagrou Paulo Rogério Sposito, controlador do Frigorífico Larissa, conversando com um funcionário. Segundo a investigação, o dono do Larissa ‘não demonstra qualquer surpresa com a substituição de etiquetas de validade em uma carga inteira de carnes de barriga ou com a utilização de carnes vencidas há 3 meses para a produção de outros alimentos (se é que se pode chamar de alimento algo composto por restos não mais aptos ao consumo humano)’.

SALMONELA

Em diálogo interceptado pela PF, o agente de inspeção federal Carlos César, presidente Associação dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária, e o auxiliar operacional em agropecuária Carlos Augusto Goetzke, o Carlão, ‘conversam sobre a contaminação de uma carga de carne de peru por salmonela, que teria retornado da Europa, provavelmente por não ter sido aceita’.

A Operação Carne Fraca identificou que 18 toneladas de peru com salmonela teriam sido levadas para o frigorífico Santos e ‘eles teriam que ir lá para liberar a carga, mesmo sabendo que a carne estava contaminada’.

“Carlos Cesar ainda sugere que a carne podre serve para fazer mortadela, ao que Carlão acha melhor colocar no ‘digestor’ para fazer ração”, destacam os investigadores.

ADITIVOS

A Carne Fraca afirma que havia ‘falcatruas’ no frigorífico Peccin ‘para não desperdiçar alimentos podres, vencidos, doentes e mal estocados. Laudo da Polícia Federal, ‘ao examinar produtos da empresa Peccin vendidos em estabelecimentos comerciais de Curitiba (salsichas e linguiças), concluiu que a sua composição está em desacordo com a legislação brasileira vigente, extrapolando os valores máximos para analito amido e nitrito/nitrato, e com aditivos não previstos pela legislação e não declarados no rótulo das amostras’.

PAPELÃO

Os investigadores da Carne Fraca descobriram que a organização criminosa lançava mão do prosaico papelão para ‘robustecer’ salsichas e congêneres. Tiras do material eram esmagadas e adicionadas ao produto que chegava à praça prontinho para o consumo.