quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Assembleia da ONU foi espetáculo de soberba, equívocos e mentiras ancorado por Dilma e Obama


Mitomania à solta – A Assembleia-Geral da ONU poderia facilmente rebatizada como festival mundial da mentira. Todos os que sobem à tribuna da entidade para discursar aos presentes abusam da mitomania, como se estivessem em cima de um palanque eleitoral. Dois dos principais focos do encontro, Dilma Rousseff e Barack Obama não deixaram por menos. Agarraram-se à soberba e acionaram as respectivas máquinas de inverdades oficiais.
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Em relação ao Brasil, a petista Dilma Rousseff protagonizou um espetáculo pífio ao dedicar parte do seu discurso à questão das denúncias de espionagem, ainda não comprovadas. Dilma insistiu em enxertar ao final de algumas frases a palavra “presidente”, em claro recado ao Obama. Esse assunto, que não tinha lugar na Assembleia-Geral da ONU, deveria ser discutido na Casa Branca, mas a presidente brasileira quis jogar para a plateia anti-americanista e cancelou sua viagem a Washington. Perdeu a chance de resolver o assunto a dois e em público.

A parcela amestrada e muito bem remunerada da imprensa brasileira dedicou boa parte do noticiário desta terça-feira (24) para as críticas de Dilma Rousseff à suposta espionagem e à proposta de usar a ONU como ponto de partida para um acordo multilateral de utilização da rede mundial de computadores, como se os Estados Unidos fossem deixar de bisbilhotar o cotidiano de alguns países, em especial os que se dedicam às atividades terroristas.

Erraram sobremaneira os veículos midiáticos ao limitarem o noticiário a esses dois temas, enquanto silenciaram diante de afirmações estapafúrdias da mandatária verde-loura. Dilma disse, por exemplo, que seu governo ouviu as vozes roucas das ruas e tomou medidas para responder o clamor popular. Uma sonora mentira, pois o único projeto do governo federal que surgiu depois dos protestos, o Mais Médicos, estava em gestação no Palácio do Planalto desde março deste ano. Ademais, o regime de semi-escravidão imposto aos médicos cubanos mostra que algo de errado há por trás do acordo com o governo totalitarista de Havana.

“As manifestações de junho, em meu país, são parte indissociável do nosso processo de construção da democracia e de mudança social. O meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas. Nós nos formamos no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base. Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais”, disse a ousada presidente.

Outra mentira vociferada por Dilma foi a questão da ascensão social. É inaceitável que veículos da grande imprensa se calem diante de uma afirmação dessa natureza, pois é sabido que os 40 milhões de incautos brasileiros que ascenderam à classe média só conseguiram esse “upgrade” social na esteira de endividamento recorde das famílias e índices preocupantes de inadimplência. Para camuflar o fiasco, o governo do PT reinventou a classe média.

A derradeira e mais absurda inverdade foi a afirmação de que o Brasil não dá abrigo a terroristas. Dilma precisa esclarecer se terroristas aposentados não entram nessa contabilidade palaciana. Não custa lembrar que o terrorista italiano Cesare Battisti só permaneceu no Brasil por decisão meramente ideológica do então presidente Lula, que ignorou recomendação do Supremo Tribunal Federal pela extradição.

No tocante a dar abrigo a grupos terroristas, Dilma faltou com a verdade de maneira escandalosa e contou com a aquiescência de alguns veículos de comunicação. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reconheceram, há anos, que atuam na fronteira com o Brasil, mas recentemente a Polícia Federal prendeu em território nacional um integrante do grupo narcoguerrilheiro. Fora isso, há nos morros cariocas diversos representantes das Farc, que atuam ilegalmente no País para controlar o rentável e criminoso comércio de drogas.

Como se fosse pouco, na chamada Tríplice Fronteira, no sul do País, não é tão difícil encontrar terroristas disfarçados de empresários que têm perigosas ligações com a rede Al Qaeda. Tanto é assim, que há anos um escândalo de grandes proporções despencou sobre a escrivaninha do dono de uma conhecida casa de câmbio, na capital paulista, que servia de passagem para o dinheiro remetido do Brasil para o grupo terrorista então comandado por Osama bin Laden. A polícia entrou em ação, mas a propina falou mais alto. O valor pago para abafar o caso não foi pequeno, até porque o principal acusado é figura conhecida e badalada do “jet set” paulistano.

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