quarta-feira, 4 de setembro de 2013

“Operação Eduardão”: PT usou a mesma estratégia para tirar de cena Erenice Guerra e Rose Noronha


Chá de sumiço – Na política não existe coincidência e muito menos acaso. Tudo acontece por uma razão, seja natural ou planejada, muitas vezes criminosamente planejada. Quando algum escândalo eclode na seara do Partido dos Trabalhadores, a primeira providência tomada pelos companheiros é tirar de cena o protagonista do imbróglio. A segunda etapa é acionar o discurso do golpe das elites, estratégia usada aos bolhões por Luiz Inácio da Silva, o lobista-fugitivo, enquanto esteve no Palácio do Planalto.

Foi assim com Valdomiro Diniz, José Dirceu, Freud Godoy, Jorge Lorenzetti e tantos outros aloprados. De igual modo aconteceu com Erenice Guerra, que substituiu Dilma Rousseff na Casa Civil quando a “gerentona” entrou oficialmente na campanha rumo à Presidência. De Brasília a ex-ministra Erenice foi levada para uma fazenda no Centro-Oeste, de onde saiu depois que a poeira já havia baixado. Depois disso, Erenice Guerra voltou a operar fortemente nos bastidores do poder, fazendo dobradinha com alguns caciques do partido, como o mensaleiro José Dirceu.

Pode parecer reprise, mas providência idêntica foi tomada no caso de Rosemary Noronha, flagrada na ponta de um rumoroso escândalo de venda de pareceres. Rose, que se apresentava aos interlocutores como sendo a namorada de Lula, o que foi confirmado ao ucho.info por pessoas que conhecem a Marquesa de Garanhuns e alguns “cinco estrelas” do Partido dos Trabalhadores.

Entre os casos de Erenice Guerra e o de Rose Noronha há pelo menos um ponto de conexão, porque o PT é adepto da teoria “time que está ganhando não se mexe”. Para tirar as duas de cena foi acionada o que nas coxias petistas é conhece-se como “Operação Eduardão”. O operador é um velho e abonado conhecido da cúpula petista, que entra em ação quando a temperatura política dispara por causa de algum escândalo.

No caso de Rose, o esconderijo escolhido não era tão distante como o de Erenice, mas possivelmente uma propriedade rural na região de Campinas, no interior paulista.

Postado por Blog do Beto

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