quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Como ajudar quem não se identifica com o seu sexo?

Depois de descartar transtornos biológicos, os especialistas aconselham trabalhar o âmbito psicológico, para ajudar a encontrar harmonia.

O desenvolvimento harmônico, que oferece e mantém a identidade pessoal, permite que a pessoa faça que o sexo cerebral e psicológico coincida com o biológico. Mas algumas pessoas sentem como se fossem do sexo oposto ao do seu corpo.... Leia na íntegra

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Atualmente, a ideologia de gênero, que separa a identidade sexual do gênero, convence muitas pessoas de que ser homem ou mulher não é determinado fundamentalmente pelo sexo, mas pela cultura.

Este contexto influencia na construção que as crianças fazem da imagem ideal do seu próprio sexo, que depende sobretudo do comportamento dos adultos ao seu redor e da relação que têm com eles, segundo Lourdes Illán.

Por isso, a terapeuta destaca a necessidade de trabalhar para que os meninos e as meninas consigam se sentir bem com seu próprio corpo e com todas as características que marcam a diferença sexual, no âmbito intelectual, emocional e psicológico.

A especialista identifica uma série de comportamentos que podem nos alertar sobre um possível transtorno de identidade sexual nas crianças.

Nos meninos:

- Desejo intenso (ou insistência) de pertencer ao sexo oposto.
- Interesse por travestir-se ou tendência a imitar atitudes femininas.
- Marcada e obstinada preferência por papéis do sexo oposto nas brincadeiras de representação teatral.
- Intenso desejo de participar das brincadeiras e hobbies típicos do sexo oposto.
- Marcada preferência por colegas do sexo oposto para brincar.
- Em muitos casos, observa-se a chamada relação triádica clássica, que consiste na combinação de um pai ausente (ou que tem uma relação conflituosa com a mãe e com o filho), uma mãe superprotetora (ou que busca compensar os conflitos com o marido na relação com o filho) e um filho muito sensível e emotivo.

Nas meninas:

- Ter muitos amigos do sexo oposto e preferência por brincadeiras e esportes tipicamente masculinos.
- Negar-se a usar peças femininas, como saias, e querer ter cabelo curto.
- Em casos mais sérios, negar-se a urinar sentada, fazendo-o sempre em pé.
- Fantasiar que, com o tempo, crescerá um pênis nela.
- Na adolescência, há uma rejeição ao desenvolvimento dos seios e à menstruação.

A especialista constata que, "apesar de que, no caso dos meninos, as atitudes afeminadas são um elemento muito importante, que gera preconceito e rejeição dos colegas, as meninas masculinizadas não sofrem tanto".

Diante destas situações, Lourdes sugere diversas intervenções, especialmente dirigidas a professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental:
- Incentivar que os alunos tenham um bom processo de identificação psicossexual.
- Não incentivar nem permitir que rotulem dos alunos (nem pais, colegas, familiares ou os próprios professores).
- Não humilhar nem jamais castigar uma criança por mostrar um comportamento desse tipo, mas tampouco incentivá-lo.
- Quando uma criança tem constantemente comportamentos típicos do sexo oposto, é fundamental reforçar sua condição masculina ou feminina, segundo o caso.
- Incentivar que a criança se comporte segundo o "modelo ideal" do seu sexo.
- Facilitar a formação e informação aos pais, para que não deixem o tempo passar sem intervir, achando que é algo engraçado ou simplesmente que seu filho "é assim" e "precisamos aceitá-lo como ele é". Certamente, é fundamental aceitar os filhos como ele são, mas às vezes esta "aceitação" se aproxima mais de uma postura de resignação passiva que de ajuda e amor à criança. Isso ocorre muitas vezes por desconhecimento ou por influência da ideologia de gênero que se instalou na sociedade.
- Nos casos mais extremos, aconselhar a busca de ajuda de um profissional que tenha uma visão integradora da sexualidade.


Fonte: ALETEIA



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